O Natal de Jesus e um novo velho olhar

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 É provável que você já tenha lido muitas coisas sobre o Natal e sua importância, e hoje não será tão diferente afinal é um tema que no final de ano quase se esgota. No entanto lhe convido a formar um novo olhar sobre este mesmo tema, não tanto pelo que está escrito e sim a postura. Assim como todos os anos passamos pelas estações do ano e não deixamos de nos encantar por sua beleza e novidade. Assim também o Natal que todos os anos passa por nós, mas será que passamos por ele?

     A celebração do Natal é convite a mudanças no olhar para retomar o caminho ou acertá-lo. E porque o caminho é longo precisamos somar-nos a outros e construir projetos de vida não apenas individuais ou passageiros.

Coloco aqui três dimensões para refletirmos: Um olhar para o mundo, um olhar para o alto, um olhar a nossa volta e um olhar para dentro de nós mesmos.

     Olhar para o mundo – olhar a realidade e rever os próprios símbolos do Natal de maneira que a árvore, o presépio, os sinos nos remetem ao menino Jesus e seu nascimento. Um olhar criterioso para o seguinte: Que sementes plantamos durante o ano? Qual o bem deixamos? Como estamos colhendo o fruto do nosso esforço?

Olhar para o alto – Que sonhos e esperanças trazemos e queremos renovar ? Eles incluem outras pessoas? Como pensamos concretizá-los?  Não é momento de passar da contemplação a ação e fazermos a diferença na nossa própria vida e das pessoas que convivem conosco?

Sim são muitas questões e não devemos ter medo de pensarmos sobre cada uma delas.

      Olhando a nossa volta – O Natal esta oportunidade especial em que nos reunimos com um único objetivo: Celebrar o nascimento de Jesus. Nestes dias em que presenciamos uma busca frenética por presentes e festas, muitas vezes entramos num turbilhão de consumismo, palavra que, segundo o Aurélio, se traduz em um sistema que favorece o consumo exagerado ou simplesmente uma tendência a comprar exageradamente.

  Crianças, adolescentes, jovens e inclusive os adultos são colocados diante do mundo “mágico” do natal comercial em que a figura e o nome de Jesus são sequer mencionados, seja nas propagandas das grandes lojas de departamentos, seja nas promoções de nossa cidade.

 Parece um contra-senso imaginar que o Natal que significa natividade, nascimento seja uma festa realizada sem a presença do próprio aniversariante, Jesus Cristo, filho de Deus, que se fez pobre com os mais pobres e se fez amor e compaixão para com aqueles que só conheciam o desamor e a exclusão. Uma festa sem o aniversariante é algo inusitado e estranho, imagine o que o filho de Deus pensa quando nos vê reunindo família, fazendo banquetes, projetando sonhos e… Ele a razão de tudo não é convidado.

 Em meio aos passos apressados entre as prateleiras e gôndolas dos supermercados, uma parcela significativa de nossa sociedade se prepara para celebrar seu natal, com pratos exóticos e regado a bebidas finas, ceias fartas com peru, chester ou novidades “da moda” que surgem graças à criatividade de nossos publicitários.

Deve–se deixar claro que convidar a família, os amigos e as pessoas que amamos para se reunir nesse momento tão especial é ótimo e deve ser encorajado por cada um de nós, porém se fazemos deste momento sublime apenas mais uma oportunidade para trocar presentes, comer e beber, onde fica o aniversariante? Jesus deve ser o princípio de nossas celebrações, e neste momento em particular devemos aquecer os nossos corações e nos abrir a o amor e bênçãos tão próprias deste tempo.

 Olhar para dentro de nós mesmos…

Coloquemo-nos diante de nós mesmos e de Deus para fazermos uma retrospectiva criteriosa de tudo que vivemos neste ano de 2012 e daquilo que precisamos fazer para viver intensamente o ano que chega.

  • Deixar toda mágoa, não se acorrentar ao passado e se abrir ao novo que chega.
  • Não se sentir desanimado por algum projeto não realizado, o importante é seguir em frente com fé, confiança, animação e muito bom humor. Aliás, o bom humor é um ótimo remédio para manter a saúde em qualquer idade.
  • Perdoar pessoas e situações que ainda nos incomodam e às vezes até ainda doem. Sei que não é fácil, mas como faz bem deixar para trás tudo isso. A verdade é que o perdão é mais importante para quem oferece. Não perdoar é assinar uma escritura de posse do outro sobre você, afinal enquanto não perdoa, o coração fica inquieto e a mente intranquila, perdoar é maravilhoso e faz bem ao corpo e a alma.

 Possamos ser solidários uns com os outros sabendo que não somos iguais, somos diferentes e são destas diferenças que nasce a beleza de tantas coisas boas que se acercam de nós.